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O Concelho de Alijó

Com enormes potencialidades a nível turístico, paisagístico, monumental, gastronómico e cultural, o concelho de Alijó tem imensas propostas a oferecer aos seus visitantes tais como o turismo vinícola em plena rota do Vinho do Porto, o turismo fluvial no rio Douro e o turismo ecológico na foz do Tua, que o transformam num dos mais aprazíveis e pitorescos concelhos portugueses.
Todo o concelho nos oferece paisagens deslumbrantes, com encostas cobertas de vinhas em socalcos, onde se produz o célebre vinho do Porto. Mas Alijó não é só Douro, também possui história e para comprovar existe o património histórico legado pelos nossos antepassados.

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Terras de Ali-Job

A origem de Alijó não é certa, existindo, pelo menos, duas estórias que podem explicar o nome. Diz-se que Alijó foi do tempo dos romanos e que sendo conquistada pelos árabes, foi senhor dela Ali-Job, que lhe deu o nome. Ficando mais tarde Alijó. Porém, há outra possível explicação e esta é tida como mais acertada para os seus habitantes. O facto de a localidade se encontrar rodeada de lajes poderá fundamentar o nome da vila. Alijó pode ser um diminutivo de laje, formado a partir da forma primitiva lagena. A evolução do termo desencadeou a palavra “lajó” que por prótese do “A” conduziu à formação do actual topónimo. Delimitado pelos rios Douro, Tua, Tinhela e Pinhão, o concelho de Alijó recebeu vários forais durante a sua história. O primeiro foi passado em 1226 por D. Sancho II. Mais tarde, em 1269, D. Afonso III, concedeu-lhe novo foral. Em Julho de 1514 D. Manuel concede nova carta de foral a Alijó. A ocupação do território aconteceu a partir dos séculos XII e XIII. Nessa altura, Alijó foi o centro de atracção priviliegiado por parte de altos representantes da nobreza e burguesia, principalmente dos Távoras para ali se instalarem. O Marquês de Távora, figura influente, foi o primeiro donatário da vila. A presença destas classes socias no concelho ainda hoje é visível através das casas brasonadas e senhoriais, como por exemplo, a casa dos Mansilhas, a Casa dos Távoras ou dos solares, igrejas e capelas espalhados pelas várias freguesias.

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A História

A vila de Alijó, situada a cerca de 45 quilómetros da capital do Distrito, Vila Real, localiza-se numa vasta área de cultura castreja. Sofreu, como tantas outras localidades do actual concelho, as vicissitudes resultantes da romanização e da ocupação mourisca. Implantada num eixo que terá servido de fronteira em permanentes mutações, dividia cristãos e árabes. Foi por estes destruída e posteriormente abandonada.
Só a partir do primeiro quartel do século XII é que recomeçou o seu povoamento, graças aos sucessivos forais outorgados por D. Sancho II, (1226), D. Afonso III (1269) e, mais tarde, por D. Manuel I, já no século XVI (em Julho de 1514). Serviu de motivação para os que demandaram este concelho, além das regalias concedidas, o seu clima e solos extraordinariamente ricos, particularmente para a produção de vinho generoso, acreditado "embaixador português" em todo o Mundo. No entanto, só a partir dos séculos XII e XIII é que se assistiu a uma ocupação ordenada, tendo sido atraídos vários representantes da nobreza e da alta burguesia. Foi o caso do marquês de Távora, primeiro donatário de Alijó e seus termos, bens incorporados na Coroa após a execução dos Távoras, em pleno consulado pombalino.
Pelo concelho de Alijó, existem dispersas várias manifestações do seu povoamento antigo, desde castros a pinturas rupestres e a vestígios de estradas romanas. A própria hagio-toponímia evidencia que do século VII ao século XIII se manteve na área do concelho uma população laboriosa, a qual conseguiu sobreviver às investidas quer dos mouros quer dos cristãos das Astúrias.

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Monumentos
 

Anta da Fonte Coberta
Trata-se de um monumento megalítico que, se encontra situado a cerca de um quilómetro de Vila Chã.
Esta anta é constituída por sete esteios , por uma laje e por um diminuto corredor formado por dois esteios deitados e orientados a nascente. Esta anta foi recuperada, tendo sido recolocados alguns esteios que estavam caídos. A laje ou chapéu com dois metros por três metros e meio, apresenta algumas covinhas insculpidas. Em rochas situadas perto deste dólmen, também foram encontradas covinhas idênticas, assim como alguma gravuras.
Num dos esteios, o terceiro a contar da lado esquerdo da câmara poligonal, existem vestígios de pinturas em cor vermelha. Em alguns dos esteios existem também algumas gravuras insculpidas, como covinhas e alguns sulcos.
Foram identificados alguns vestígios da existência de mamoa, ou seja, vestígios de que esta anta estaria parcialmente enterrada. Esta estrutura também foi parcialmente recuperada.
Esta anta foi classificada pelo IPPAR como Monumento nacional em 23 de Junho de 1910.

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Capela de N.ª Sr.ª dos Prazeres
A Senhora dos Prazeres é um culto exclusivamente português e uma das invocações mais antigas relativas ao culto mariano no nosso país. Por aqui se nota a sua importância no panorama religioso do Douro mas que os locais parecem negligenciar. Este culto foi oficializado por Roma em 1747 a pedido de D. João V, conhecendo a sua importância nos meios rurais. O costume da romaria e peregrinação liga-se a tantas outras partes do país onde surgem associadas a sesta e refeições comunitárias em torno do espaço do edifício religioso, costume que parece ter sido adaptado e introduzido pelos judeus-marranos. A festividade da Nossa Senhora dos Prazeres em cima de uma elevação topográfica que os locais dizem ter a forma de “cunha”, poderá ter estado relacionada com a continuidade do culto oriental à Lua que os hebreus já realizariam no Monte do Sinai ou “Monte da Lua” e que para os fenícios significaria a celebração religiosa do início das ceifas, sendo uma festa de agricultores. De facto, entre os muitos ex-votos colocados na igreja encontram-se imagens de porcos ou vacas ofertados pelos proprietários rurais de gado, facto que para a aldeia vizinha de Pegarinhos não é estranho pois na festa do Senhor dos Aflitos era costume o padre da freguesia proceder à sua bênção. Os locais comentam que, há uns anos, os habitantes da Chã tentaram virar a imagem da santa para si mas ela adquiriu vontade e voltou-se para Alijó, mantendo-se a disputa do local de pertença da santa entre as duas localidades e a necessidade das sete irmãs se verem umas às outras: a Santa Eufémia, da Lavandeira – Carrazeda de Ansiães, a Senhora da Assunção, em Vilas Boas – Vila Flor, a Senhora dos Remédios em Lamego, Santa Comba, no Franco – Mirandela, Santa Bárbara em Favaios e Senhora das Dores no Castedo, em Cotas. Há cerca de cinquenta anos, saía uma procissão de São Mamede de Ribatua, outra de Carlão e outra de Santa Eugénia, vindo a encontrar-se em Alijó às cinco da manhã, seguindo depois em direcção ao Monte com diversas paragens para descanso e alimentação. Os treze quilómetros do percurso, que duravam cerca de três horas a percorrer, passavam pelo Pousadouro, Ribeira, Vale da Cabra, Burneira e acabavam no Monte da Cunha

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Capela de St.ª Bárbara
Reconstruída há algumas dezenas de anos, pois a anterior era mais pequena e ficava muito à frente do actual largo, no cimo do monte conhecido pelo nome da invocação da mesma Santa. Do miradouro de Santa Bárbara desfruta-se um belo e vasto panorama, num raio de muitos quilómetros.

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Capela do Sr. do Andor
Trata-se de um pequeno templo, também designado por Capela da Misericórdia. Erguida à entrada da vila, inserida num jardim,integrando vários elementos heráldicos de interesse e lápides de diversa proveniência, e possuindo frontalmente alameda calcetada a paralelepípedos, ladeada por bancos e tendo ao meio chafariz central, rente ao chão. No seu interior guarda-se uma pedra com um pequeno texto, embora a atenção siga para a notável talha barroca do séc. XVIII e para uma urna de vidro onde se conserva o corpo incorrupto de Frei João Pecador.

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Capela do Sr. Jesus do Outeiro
Esta Capela, situada em Favaios, é templo do século XVII/XVIII, considerado o mais erudito barroco de Alter do Chão, distingue-se pela originalidade da construção da fachada clássica e pela torre sineira. No interior, destaque para o altar-mor com quatro altares laterais e para a decoração em azulejo, mármore e madeira dourada, bem como para a imagem de Nossa Senhora do Carmo.

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Casa dos Mansilhas
Classificado como Imóvel de Interesse Turístico, edifício recuperado no século XVIII. Aqui funciona, hoje, os serviços da Casa de Cultura de Alijó.

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Castro do Pópulo
O castro do Pópulo é também conhecido como castro da Touca Rota ou castro de São Marcos. Constituído por duas linhas
de muralha, situa-se na extremidade nordeste do planalto de Alijó e é considerado um castro de média dimensão. A favor
de uma eventual classificação está ainda a facilidade de acesso ao local, já que a estrada fica a pouco metros.
De acordo com Tiago Gomes, arqueólogo que está a desenvolver alguns projectos para a Autarquia de Alijó, “algumas
zonas do castro ainda estão muito bem conservadas”, existindo troços de muralha com cerca de três metros de altura. A
datação cronológica na Idade do Ferro é atestada pelos vestigios recolhidos no local pedaços de cerâmica de fabrico tosco.

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Museus

   
 

Enoteca - Quinta da Avessada
Situada na região demarcada do Douro, no seio da Aldeia Vinhateira de Favaios, eis que encontramos, circunscrita por vinhas, a Enoteca Quinta da Avessada.
Um local ancestral, onde hà muito se produz um dos tesouros mais ricos da Região Duriense. A Enoteca Quinta da Avessada constitui um museu interactivo alusivo à história e cultura da vinha e do vinho na região do Alto Douro, desde a plantação da videira, passando pelo processo de vinificação, até ao degustar do néctar que bem apelidamos de vinho.

Serviços:
   - Visitas Guiadas;
   - Provas de vinho comentadas;
   - Organização de Eventos;

Morada:
Quinta da Avessada, Favaios
5070-265 Favaios - Alijó
Telm.: 91 368 0943/ 91 256 2803

Site: www.enotecadouro.com
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Museu do Pão e do Vinho
Inserido numa vila que já teve foral e foi sede de concelho, o Museu do Pão e do Vinho de Favaios, encontra-se localizado nas proximidades dos antigos paços do concelho. Recentemente pré-inaugurado, este núcleo museológico pretende fazer a apologia de dois produtos ou riquezas inerentes a esta Vila. O pão de Favaios sobejamente conhecido e com grande representação na vila, fruto das inúmeras padarias a laborarem ao longo de todos estes anos e por outro lado o vinho neste caso específico, o Moscatel de Favaios, conhecido internacionalmente e produzido na Adega Cooperativa de Favaios. O Museu do Pão e do Vinho de Favaios conjuga assim estas duas riquezas locais, propondo-nos fazer uma viagem no tempo aliciante, quer ligado à manufactura do próprio pão, quer do vinho moscatel.

Morada:
Rua Direita
5070 Favaios – Alijó

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Fundação Casa Museu – Maurício Penha
A Fundação Casa - Museu Maurício Penha é uma instituição de utilidade pública ao serviço das comunidades regionais/locais. Tem uma função activa de dinamização cultural e de divulgação do acervo artístico do seu Fundador – o escultor Maurício Meireles Penha – promovendo na sua sede, ou fora dela exposições. A fundação Casa Museu Maurício Penha apresenta diversas exposições de pintura e de escultura ao longo do ano.

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Termas - Caldas de Carlão

   

As Caldas de Carlão, bem enquadradas pelos socalcos das vinhas circundantes, situam-se na freguesia do Candedo, no concelho de Murça e são uma pequena estância termal, nas margens do rio Tinhela.
São águas sulfúreas, bicarbonatadas, sódicas e fluoretadas, indicadas para o tratamento de doenças da pele, reumáticas, músculo-esqueléticas, doenças respiratórias e do aparelho digestivo.
Os meios de Tratamento são a ingestão oral de água, banhos de imersão, banhos de imersão com hidromassagem, banhos de imersão computorizada, duche circular, duche sub-aquático, duche de jacto e de leque, duche de massagem Vichy, Bertholet (vapor á coluna), nebulizações.
Época balnear: 15 de Maio a 15 de Outubro.
As nascentes das Caldas de Carlão estão situadas na encosta norte do vale do Rio Tinhela, mais exactamente no lado esquerdo da sua margem. Pertence ao concelho de Murça no Distrito de Vila Real. Distam a 20 km do concelho de Murça, a 18 km do concelho de Alijó e a 57 km de Vila Real.

Localização:
   Distrito: Vila Real
   Concelho: Murça
   Freguesia: Candedo

Contactos:
   Tel.: (+351) 259 549 147 / (+351) 259 548 013
   Fax: (+351) 259 657 393

   E-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
   Site: www.caldasdecarlao.com

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Miradouros

   

Por definição, "miradouro" ou "miradoiro" é um ponto elevado de onde se desfruta de um largo panorama paisagístico. Mas nunca esta palavra terá sido tão bem usada como para falar de alguns lugares que se encontram na área do Concelho de Alijó, bem no coração da região do Alto-Douro Vinhateiro
Os seus miradouros brindam-nos com paisagens de rara beleza. O miradouro de Casal de Loivos, o de Santa Marinha no Castedo, o da Sª da Cunha em Alijó, o do Santuário de Nossa Senhora da Piedade em Sanfins do Douro, o de Santa Bárbara em Favaios, o do Senhor Jesus da Capelinha em Vilar de Maçada, o de S. Domingos na Granja e o de Stª Eugénia, todos estes no esplendor do seu enquadramento paisagístico proporcionam-nos momentos únicos e inolvidáveis.

   
 

Miradouro de Casal de Loivos
Da aldeia de Casal de Loivos, onde se avista o vale do Douro e a vila de Pinhão, o visitante tem a oportunidade de defrontar-se com uma das mais belas e únicas paisagens do mundo. Os sentidos ficam inebriados com os aromas, os sons e a panorâmica que se depara com o nosso olhar. Caminhos serpenteados, aldeias semeadas pelas encostas. Quintas onde os vinhos envelhecem nos tonéis e lá em baixo, calmo, manso, o rio esse magnífico espelho que reflecte todo este mundo de encanto e de sonho.

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Miradouro de Nª Sr.ª da Piedade
Situa-se precisamente no local do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Sanfins do Douro, local de culto e grande peregrinação, principalmente na altura do verão e das romarias.
É um miradouro que abarca toda vila e a região vinhateira do centro do concelho, de rara beleza e paisagens ímpares.

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Miradouro da Sr.ª da Cunha
Situado no alto de um morro, onde também fica a capela de Nª Srª dos Prazeres, este miradouro lindíssimo permite avistar várias localidades como Alijó, Carlão, Safres e uma paisagem transmontana de rara beleza.

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Miradouro de St.ª Bárbara
Situado no monte de Santa Bárbara, na freguesia de Favaios, este miradouro permite-nos apreciar toda a vila de Favaios e as suas paisagens vinhateiras circundantes.

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Miradouro de St.ª Marinha
Localizado na aldeia de Castedo, este miradouro é um dos mais belos da região. Podemos encontrá-lo junto à pequena capela de Santa Marinha, local de culto e peregrinação.
Desde aqui, se avista mais uma bela paisagem sobre o vale do rio Douro e a aldeia de Tua.

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Miradouro do Sr.º Jesus da Capelinha
Localiza-se em Vilar de Maçada, este lindíssimo miradouro, no lugar de culto do Senhor Jesus da Capelinha. Avista-se toda a vila e área circundante repleta de paisagens de sonho.

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