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A Cidade

A região de Vila Real possui indícios de ter sido habitada desde o paleolítico. Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, revelam a presença romana. Porém com as invasões bárbaras e muçulmanas verifica-se um despovoamento gradual.
Nos finais do século XI, em 1096, o conde D. Henrique atribui foral a Constantim de Panóias, como forma de promover o povoamento da região. Em 1272, como novo incentivo ao povoamento, atribuiu D. Afonso III foral para a fundação — sem sucesso — de uma Vila Real de Panoias, que alguns autores[25] defendem ter sido prevista para um local diferente do actual (provavelmente o lugar da Ponte na freguesia de Mouçós). Somente em 1289, por foral do rei D. Dinis, é fundada efectivamente a Vila Real de Panóias, que se tornará a cidade actual. No entanto, ao que parece,[25] já em 1139 se chamava «Vila Rial» ao promontório onde nasceu a Vila Real actual, na altura pertencente à freguesia de Vila Marim.
A localização privilegiada, no cruzamento das estradas Porto-Bragança e Viseu-Chaves, permite um crescimento sustentado. A presença, a partir do século XVII, da Casa dos Marqueses, faz com que muitos nobres da corte também se fixem. Facto comprovado pelas inúmeras pedras-de-armas com os títulos de nobreza dos seus proprietários que ainda hoje se vêem na cidade.
Com o aumento da população, Vila Real adquiriu, no século XIX, o estatuto de capital de distrito e, já no século XX, o de capital de província. Em 1922 foi criada a diocese de Vila Real, territorialmente coincidente com o respectivo distrito, por desanexação das de Braga, Lamego e Bragança-Miranda, e em 1925 a localidade foi elevada a cidade.
Conheceu um grande incremento com a criação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em 1986 (embora esse já viesse a acontecer desde 1979, com o Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro, sucessor do Instituto Politécnico de Vila Real, criado em 1973), que contribuiu para o aumento demográfico e revitalização da população.
Nos últimos anos, foram criados em Vila Real vários equipamentos culturais, que trouxeram novo dinamismo à cidade, como o Teatro de Vila Real e o Conservatório de Música, e a transferência da Biblioteca Municipal e do Arquivo Municipal para edifícios específicos para esse fim. Foram também valorizadas várias áreas da cidade, como o antigo Bairro dos Ferreiros e a área envolvente do Rio Corgo.

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A História

O Concelho de Vila Real é constituído por 30 freguesias, e, sem prejuízo da feição urbana da sua sede, mantém características rurais bem marcadas. Dois tipos de paisagem dominam: a zona mais montanhosa das Serras do Marão e do Alvão, separadas pela terra verdejante e fértil do Vale da Campeã, e, para o Sul, com a proximidade do Douro, os vinhedos em socalco. Por toda a parte existem linhas de água que irrigam a área do concelho, com destaque para o Rio Corgo, que atravessa a cidade num pequeno mas profundo vale, originando uma paisagem de excepcional beleza.
E é nas margens deste rio, um dos afluentes do Douro, que a cidade de Vila Real se ergue a cerca de 450 metros de altitude, numa região que revela indícios de ter sido habitada desde o Paleolítico.
O primeiro foral, o de “Constantim de Panóias”, foi outorgado em 1096 pelo Conde D. Henrique. Mas é em 1289, com o foral de D. Dinis (o primeiro dado por este monarca a Vila Real) que é fundada “Vila Real de Panóias”, que viria a transformar-se na cidade de hoje. A sua importância nos séculos XVII e XVIII era tal, que foi apelidada de «Corte de Trás-os-Montes», facto actualmente visível nas inúmeras pedras de armas de várias casas, que atestam a nobreza dos seus proprietários, que aqui se instalaram por influência da Casa dos Marqueses de Vila Real. Mais tarde é conferido a Vila Real o estatuto de Capital de Província e, já neste século, na década de 20, viu reconhecido o seu peso económico, demográfico e administrativo com dois actos de grande relevo: a criação da Diocese em 20 de Abril de 1922 e a elevação a Cidade em 20 de Julho de 1925.
Actualmente, Vila Real vive uma fase de crescente desenvolvimento, a nível industrial, comercial e dos serviços, com relevo para a saúde, o ensino, o turismo, apresentando-se como local de forte atracção para o investimento externo.
Aceite o convite que o poeta lhe faz: “Entre quem é…!” e venha verificar que “Para cá do Marão, sabem receber bem os que cá estão!”

 

A Lenda

O Grande Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora, a palavra aleu apresenta como significado «vara» e, em sentido figurado, «alívio», «descanso». No mesmo dicionário diz-se que a sua origem é obscura; porém, existe em latim o termo aleo, aleonis, que significa «jogador» (no sentido original de jogador de dados, alea), e que poderá estar na origem da palavra aleu, que se encontra inscrita no brasão da cidade de Vila Real.
Segundo uma lenda, durante o reinado de D. João I (ou de D. Dinis), estaria um grupo de rapazes em Vila Real a jogar o jogo da choca (uma espécie de hóquei, mas sem patins e cuja bola é uma pedra, diz-se na mesma lenda), com um pau a que davam o nome de "aleo". O rei terá criticado a sua despreocupação, num momento de perigo, em que estavam a entrar em guerra. Um dos rapazes teria respondido que com o mesmo aleu com que jogavam a choca tratariam dos inimigos. Satisfeito com a resposta, o rei mandou que a palavra aleu fosse inscrita no brasão da cidade.
A palavra aleu está ainda ligada ao hóquei em patins, conforme se vê no seguinte excerto do regulamento do hóquei:
«Art.º 2.º – Condições para a realização do jogo Os jogos realizam-se na maior parte das condições de tempo, ao ar livre, de dia ou de noite (com luz artificial), ou em pistas cobertas, tendo como instrumentos de jogo, uma bola, um aleu ("stick") e duas balizas.»
Numa outra página, diz-se «A arte de jogar com um aleu e uma bola sobre patins foi iniciada no distrito, precisamente na cidade-capital em 1932.»
Sem um contexto é, pois, difícil dizer-lhe qual o significado da palavra que ouve em Vila Real, até porque se trata de um termo, ao que parece, um pouco comum nessa cidade, onde há um grupo de cantares Aleu, além de vários produtos característicos da cidade, ou da região, com o mesmo nome.

 

O Jardim da Carreira

Este Jardim surgiu da necessidade de criar um espaço público de lazer, no século XVIII, e originalmente foi arborizado com espécies de árvores provenientes do Gerês. Era, então, criada a “Carreira Nova”. Mais tarde, já no século XIX, foi colocada a taça, o coreto e plantadas novas árvores que constituiriam a “Avenida das Tílias”. Em 1926 é colocado o busto de Camilo, e em 2003 o “Jardim da Carreira” sofreu obras de beneficiação, em que lhe foram adossados: uma escadaria, um parque infantil, um ringue de patinagem, e acrescentado um café (aberto só no Verão).
Este espaço é um dos mais emblemáticos de Vila Real, e dos que têm uma maior tradição e história junto dos vila-realenses. Traga a família e passe momentos relaxantes por entre o arvoredo.

Localização: Rampa do Calvário – S. Pedro
Coordenadas GPS: 41º21’04. 74”N 7º 44’30.63” W

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O Parque do Corgo

O Parque Corgo situa-se nas margens do rio que lhe dá nome, e tem uma área de cerca de 33 hectares; está ligado ao Parque Florestal, um verdadeiro pulmão da cidade, onde está instalado um circuito de manutenção, que convida à prática de hábitos de vida saudáveis. É nesta zona que se situam alguns organismos públicos: Direcção Geral das Florestas do Norte, e o S.E.P.N.A. da G.N.R.. Numa das margens do rio estão a ser construídas as futuras instalações do Centro de Ciência Viva.
O Parque de Merendas de Codessais que fica na margem esquerda do rio Corgo, está equipado com estacionamento, grelhadores, mesas e bancos, pontos de água, casas de banho e sombras, e é o local escolhido por muitos visitantes/turistas para passar bons momentos de lazer em família ou em grupo.
Do complexo de Codessais, fazem parte, ainda, vários equipamentos: as Piscinas Municipais descobertas, um court de ténis, parque infantil, cafés e casas de chá. Se seguir pelas margens do rio até à Timpeira, é, ainda, possível ver antigos moinhos, alguns deles recuperados.
Esta área da cidade assume um papel primordial na vida dos vila-realenses, havendo uma notória relação de proximidade criada entre estes, o rio e todo o ambiente do Parque.
Deixe que o Corgo seja o seu anfitrião… ele dar-lhe-á a conhecer cada recanto deste Parque! Venha desfrutá-lo!
Coordenadas GPS: 41º17`59.94``N 7º44`01.27``O

 

O Circuito Internacional de Vila Real

Vila Real é uma das cidade portuguesas com mais tradições no Desporto Automóvel, realizando corridas urbanas desde 1931 até 1991. As chamadas "Corridas de Vila Real", constituíram durante muitos anos o mais importante cartaz turístico de Vila Real, sendo sem dúvida a marca distintiva desta Cidade no panorama Nacional e Internacional. Este circuito nasceu em 1931, aproveitando as características de algumas estradas que ligavam o centro de Vila Real às imediações do famoso Palácio de Mateus, estabelecendo assim um primeiro circuito com 7.150 m, que com algumas ligeiríssimas alterações e algumas interrupções, nomeadamente durante a 2ª guerra mundial e na crise petrolífera de meados dos anos 1970, se manteve até 1991.

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O Renascimento Do Circuito

O Circuito renasceu na sua 40 edição, em 2007. O ano de 2009, com a 42ª Edição nos dias 25 e 26 de Julho, marcou o regresso da internacionalização do Circuito de Vila Real. Do programa, incluído no calendário anual da modalidade, fizeram parte pela primeira vez, na gama de clássicos, os campeonatos GTC’71, Campeonato de GT Histórico de Carros Turismo e GT’S fabricados até 1971 e o GTC’81, bem como Viaturas Sport-protótipos da mesma época.
Ainda em 2009, pela primeira vez desde a realização do circuito, a pista de Vila Real recebeu um veículo monolugar de fórmula um. Tratou-se de um Surtees TS9B de 1971, ano em que começou a sua carreira no Mundial de Fórmula 1, e foi pilotado por pilotos conhecidos no meio automóvel, como John Surtees e Derek Bell.

 

Monumentos

Necrópole de S. Miguel da Pena - cerca de 500 a.C.
Conjuntas de 4 sepulturas antropomórficas, embora 2 delas sejam mais evidentes, escavadas num afloramento rochoso, que revela vestígios de apoio de estruturas.
Coordenadas GPS: 41º17`27.04``N 7º48`54.91``O

 

Santuário de Panóias - Séc. I e II d.c
Panóias é o santuário rupestre mais antigo da Península Ibérica, e um exemplar único no Mundo, pelo facto de as suas pedras contarem, em inscrições, quem o construiu, em honra de que divindades, e que rituais ali se praticavam. Originário dos finais do século II, inícios do século III d.C., este espaço consta de três grandes fragas nas quais se talharam cavidades de vários tamanhos destinadas ao sacrifício das vítimas (os animais eram mortos numa cavidade, o seu sangue derramado para uma outra, e as vísceras eram queimadas noutra concavidade). Este local foi consagrado por um membro da ordem senatorial da época, a Serapis, a divindade principal dos deuses do Inferno, e também aos deuses dos Lapitae, a comunidade local da época.
Coordenadas GPS: 41º16`58.59``N 7º40`57.51``O

 

Torre de Quintela - Séc. XII e XIII
A primeira referência à Torre de Quintela surge nas Inquirições de D. Afonso III, em 1258; já nos finais do séc. XVII são registados os foros e prazos recebidos pelo seu senhor, o Conde de Vimioso, no Tombo da Torre de Quintela. Nesse documento constam informações que indicam claramente que, para além da torre, a herdade era composta por outras construções, nomeadamente uma capela em honra de Santa Maria Madalena, e um terreiro situado entre os dois edifícios. No início do séc. XX esteve iminente o seu desaparecimento mas, pelo facto de ser demasiado dispendioso para o seu proprietário desmontá-la, para aproveitamento da pedra, tal não aconteceu. Em 1910 foi classificada como Monumento Nacional, e em 1982 sofreu trabalhos de restauro que lhe conferiram o seu aspecto actual.
Conheça também este espaço tão singular, marque a sua visita no Museu de Arqueologia e Numismática!
Coordenadas GPS: 41º17`50.61``N 7º46`49.90``O

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Capela de S. Brás - Séc. XIII
Foi construída no séc. XIII e alberga as sepulturas de figuras ilustres de Vila Real da altura. As suas linhas simples e desprovidas de grandes elementos decorativos são marcadamente características do estilo Românico. Foi classificada como “Monumento Nacional” em 1910.
Anualmente, nos dias 2 e 3 de Fevereiro, realiza-se a tradicional “Festa de São Brás”, em que é tradição os rapazes oferecerem a “gancha” às raparigas (doce tradicional que consiste num rebuçado em forma de báculo).
Coordenadas de GPS: 41º17’30.95”N 7º44’47.01”O

 

Igreja de São Dinis - Séc. XIII
A primeira referência a S. Dinis surge em 1297, altura em que neste local, para além da Capela de São Brás, havia uma outra que, mais tarde, depois de obras de ampliação, deu lugar ao templo que hoje se apresenta: a Igreja de São Dinis. As suas linhas austeras e destituídas de grandes elementos de ornamentação apontam para o estilo Românico, embora alteradas ao longo dos séculos com a introdução de diversos novos elementos. No seu interior está a imagem de “N. Senhora a Branca” que esteve colocada por cima do pórtico das muralhas da vila primitiva.
Coordenadas de GPS: 41º17’30.95”N 7º44’47.01”O

 

Igreja do Convento de S. Domingos/Sé de Vila Real - Séc. XV
A Igreja de São Domingos, actual Sé, foi mandada erguer, juntamente com o convento com o mesmo nome, no séc. XV, a mando dos religiosos de São Domingos, de Guimarães. A nível arquitectónico recebe influências de dois estilos: o Românico, que é o mais visível, bem patente na robustez e austeridade das suas linhas, e o Gótico. Na sua fachada podem ver-se imagens de S. Domingos, e S. Francisco de Assis. Em 1837 sofreu um grande incêndio que dizimou a maior parte do património que de tinha no seu interior. A torre foi acrescentada no séc. XVIII, e os vitrais foram colocados durante as últimas obras de intervenção (2001-2005). Está aberta diariamente ao culto. Coordenadas de GPS: 41º17’47.02”N 7º44’48.57”O

 

“Casa de Diogo Cão” - Sec. XV
Casa cuja construção se pensa datar do séc. XV e onde, segundo diz a tradição, terá nascido Diogo Cão, o Navegador enviado por D. João II em viagens de descobrimento para a ocidental Africana, e que chegou à foz do rio Zaire na segunda metade do séc. XV.
Coordenadas de GPS: 41º17`42.44``N 7º44`47.80``O

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Casa dos Marqueses de Vila Real - Séc. XV
Casa onde habitou a família dos Marqueses de Vila Real, caída em desgraça pelo seu envolvimento na conjura contra D. João IV, em 1641. Conserva ainda as ameias e a janela geminada de estilo manuelino.
Coordenadas de GPS: 41º17`48.92``N 7º44`45.00``O

 

Capela da Misericórdia - Séc. XVI
Construída em 1532, a Capela da Misericórdia foi custeada por D. Pedro de Castro, e a sua forma mantém-se igual à original, embora o seu interior tenha sido alvo de várias alterações. Na sua fachada desenvolve-se o pórtico em arco de volta perfeita, ladeada pelos falsos colunelos que se pensa terem sido introduzidos no séc. XVII; entre o pórtico e a torre sineira, acrescentada mais tarde, há um nicho com uma imagem de Virgem Maria. Na confluência das fachadas laterais com a fachada posterior há dois nichos: o do lado NO com uma imagem de Santa Bárbara, o do lado NE com uma imagem de Nossa Senhora com o Menino.
Coordenadas de GPS: 41º17’44.18”N 7º44’42.98”O

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Igreja de S. Pedro - Séc. XVI
A Igreja de São Pedro é um dos melhores exemplos religiosos do estilo barroco em Vila Real. Ao edifício original, construído em 1528, foram sendo introduzidas alterações de vária ordem ao longo do tempo, até apresentar a forma que hoje assume. De entre essas alterações, a maior parte delas feitas no séc. XVIII (daí se assumir de estilo Barroco) são de destacar o azulejamento da capela – mor, a introdução de painéis no tecto, e a construção da fachada. À riqueza do interior, soma-se a decoração abundante da fachada, com duas imponentes torres sineiras, que fazem desta Igreja o único exemplar deste tipo no centro histórico de Vila Real.
Coordenadas de GPS: 41º17’56.27”N 7º44’36.08”O

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Igreja de São Paulo/ Capela Nova - Séc. XVII
A Capela Nova usufrui duma posição privilegiada no centro histórico, ostentando de forma singela a sua imponência, entre ruas com um cariz tradicional. Mandada edificar pela Irmandade de São Paulo, em 1639, a sua traça é atribuída a Nicolau Nasoni, e revela marcas típicas do Barroco: exteriormente, frontaria trabalhada, com majestosas colunas de cada lado do pórtico, frontão contra curvado com elementos dinâmicos, encimado pela estátua de São Pedro segurando a cruz papal, ladeado por dois anjos. Relativamente ao interior, destacam-se o altar – mor e capelas laterais em talha dourada, e os azulejos representando cenas da vida de São Pedro e São Paulo. O pequeno coro do lado direito aponta-se como sendo o sítio onde anteriormente terá existido um órgão.
Coordenadas de GPS: 41º17’50.66”N 7º44’40.44”O

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Igreja do Senhor do Calvário - Séc. XVII
Este templo foi construído em 1680 a mando da Ordem Terceira de São Francisco, que, depois de várias intervenções, apresenta a forma actual. Destacam-se, durante o séc. XIX a construção da sacristia e da torre sineira; a frontaria presume-se que tenha sido forrada a azulejo nos finais do séc. XIX ou inícios do séc. XX.
É no segundo fim-de-semana de Julho que, anualmente, a cidade de Vila Real se ajoelha perante a passagem do Senhor do Calvário, numa procissão que é tida como expoente máximo da Fé dos Vila-realenses. Aqui, são aos milhares os que acompanham a imagem desde a igreja do Calvário passando pela capela da Misericórdia e voltando ao ponto de partida, retribuindo promessas, ou, simplesmente, exprimindo a sua devoção.
O adro da Igreja do Calvário, fruto da posição privilegiada que ocupa, é um excelente miradouro para a parte Este da cidade.
Coordenadas de GPS: 41º18’01.70”N 7º44’33.16”O

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Palácio de Mateus - Séc. XVIII
O Palácio de Mateus assume-se como a obra arquitectónica mais expressiva do estilo Barroco na região. O desenho da Casa é atribuído ao famoso arquitecto Nicolau Nasoni. É no seu interior que pode encontrar a secção museológica, que, rodeada de belos jardins, guarda peças valiosas de diferentes épocas, de onde se destacam mobiliário, peças de decoração, paramentos, documentos, a biblioteca, e uma notável edição de “Os Lusíadas”, do século XIX. O conjunto arquitectónico é ainda composto pela capela em honra de Nossa Senhora dos Prazeres e pelo espelho de água defronte da fachada.
Site: www.casademateus.com | Coordenadas GPS: 41º17`51.86``N 7º42`49.18``O

 

Casa de Carvalho Araújo - Séc. XX
Casa situada na rua Camilo Castelo Branco, onde viveu o heróico marinheiro Carvalho Araújo, que morreu ao interpor o seu navio entre um submarino alemão e o vapor S. Miguel que seguia repleto de passageiros.
Coordenadas de GPS: 41º17`40.17``N 7º44`44.67``O

 

Casa dos Brocas - Séc. XVIII
Casa senhorial construída pelo avô de Camilo Castelo Branco, um dos mais notáveis romancistas nacionais. Tem na fachada uma lápide que evoca o escritor, mandada colocar pela Região de Turismo da Serra do Marão.
Coordenadas de GPS: 41º17`40.58``N 7º44`44.71``O

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Parque Natural do Alvão

Criado em 1983, o Parque Natural do Alvão - uma área protegida relativamente pequena entre os concelhos de Vila Real e Mondim de Basto - é um refúgio fulcral para várias espécies. Outrora, entre as zonas mais elevadas do sistema montanhoso do Alvão e do Marão, era possível avistar com frequência a emblemática águia-real, hoje praticamente extinta. Actualmente, subsistem no interior do parque diversas espécies faunísticas, típicas de montanha. É o caso do lobo, do gato-bravo, da toupeira-de-água e do falcão-peregrino, entre outras.
À medida que subimos pela serra, desencantam-se vales profundos, com pequenos retalhos verdes em socalcos, característica da paisagem rural desta área protegida. A utilização dos lameiros pelo gado maronês é outras das particularidades associadas às pequenas comunidades de montanha. A criação desta raça é, aliás, uma das actividades económicas mais importantes das populações da região.
Ao fim do dia, as silhuetas montanhosas que constituem o Alvão e o Marão delimitam o parque. Numa zona de transição incerta, de um lado, a Ocidente, fica a região do Douro e do Minho; do outro, a Leste, estão as terras longínquas de Trás-os-Montes, que, como o próprio nome indica, era outrora sinónimo de distância e isolamento.
Na aldeia de lamas de olo não há pressas e os dias passam devagar. O recolher do gado ao fim do dia é uma das tarefas rurais, a par de muitas outras, como as malhas do centeio, do milho e do feijão, as desfolhadas e as vessadas (em que se prepara a terra para as próximas sementeiras). A matança do porco, a confecção do fumeiro e o fabrico do pão completam o dia-a-dia dos seus habitantes.
Protegida pela encosta da serra, a aldeia de Fervença recebe os últimos raios de sol de um dia de Inverno. Aqui e nas aldeias de Lamas de Olo, Ermelo e Barreiro ainda é possível encontrar casas tradicionais construídas em xisto, colmo e granito, muitas das quais recuperadas com a colaboração dos serviços do Parque Natural.
Como que numa corrida desenfreada, os cursos de água das zonas mais elevadas do parque correm por entre gargantas e vales apertados. Alguns acabam parte do seu percurso em precipício, como é o caso da queda de água do Moinho de Galegos da Serra ou, como é mais conhecida nessas paragens, as Fisgas do Ermelo. Esta última, com um desnível vertiginoso de cerca de 250 metros e uma beleza singular, algo misteriosa, é o símbolo do parque, pelo que constitui uma das paragens obrigatórias para quem visita o Alvão pela primeira vez.
No interior do Parque Natural do Alvão existem dois percursos pedestres que o visitante pode efectuar, se se aconselhar previamente junto das delegações do parque:

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Galegos da Serra-Arnal
(início em Agarez, na saída para Galegos da Serra).
Extensão: 5 Km; Duração: três horas;
Grau de dificuldade: fácil
Interesse: Vista panorâmica sobre Vila Real e amplos horizontes para as serras circundantes.

Mondim de Basto/PN Alvão
(início no Centro de Interpretação)
Extensão: 50 Km; Duração: dois dias;
Grau de dificuldade: médio
Interesse: paisagem diversa com campos agrícolas, Fisgas de Ermelo, Rio Olo, artesanato.

Para informações:
Morada sede PNAL: largo dos Freitas,
5000-268 Vila Real
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
Site: www.icnb.pt
Coordenadas GPS da sede: 41º17`37.85``N 7º44`46.33``O

 

Kartódromo

Situado a 2km do centro da cidade, o kartódromo de Vila Real veio incrementar a oferta no âmbito do lazer e do desporto e possui homologação da FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Kart).
Neste local realizam-se vários tipos de eventos ligados ao desporto motorizado, sendo que os mais relevantes são provas do Campeonato Nacional de Karting, e do Campeonato Nacional de Motociclismo.
Aos visitantes, este equipamento oferece, também, a possibilidade de uma bebida na esplanada de onde se pode viver intensamente, a adrenalina da alta velocidade.
Site web: www.amfgrupo.com/kartodromo/index.html
Coordenadas GPS: 41°16'28.61"N 7°43'22.06"W

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