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Serra do Marão

A Serra do Marão é uma formação montanhosa de origem xistosa e granítica, de formas abruptas, que atinge no seu ponto mais alto - a Senhora da Serra - os 1 415 metros. Distribuída pelo território dos distritos do Porto e Vila Real, faz a separação entre o Douro Litoral e Trás-os-Montes e constituíu, durante muitos anos, uma barreira difícil de transpor e que muito condicionou a mobilidade dos que moravam "para lá do Marão" (Trás-os-Montes). Hoje, é rasgada de poente para nascente pelo IP4 (Itinerário Principal nr. 4) que a aproxima do litoral português e de Espanha.

Integrando a cadeia montanhosa que se prolonga pelo Alvão, a Serra do Marão tem uma área aproximada de 20.000 hectares, 75% dos quais contitui terreno baldio que se espalha pelos concelhos de Amarante, Baião, Vila Real, Mesão Frio, Santa Marta de Penaguião e Régua.

"Bem alto é o Marão e não dá palha nem grão", diz o aforismo popular. Não dá, de facto, sobretudo a partir da quota dos 300 metros, mas a serra apresentou já enorme riqueza florestal, em boa parte dizimada por um violento incêndio ocorrido em Setembro de 1985. Ao todo, arderam então 3.000 hectares de floresta e mato (uma área equivalente a 300 campos de futebol!).

A cidade

Amarante não é cidade de uma só leitura. Olha-se Amarante - isto é particularmente verdade a certas horas do dia - e tem-se uma impressão muito nítida de que é o religioso que infunde caráter à cidade. Talvez a dimensão que ganha, no conjunto urbano, o monumental convento de São Gonçalo. Talvez a proximidade do rio e da serra, habitat das divindades de homens de outras eras. Talvez as duas coisas juntas. Seja o que for, a ideia que se colhe é mesmo essa: estamos num lugar que se define pelo religioso. A história não desmente esta impressão, antes a confirma.

É usual afirmar-se que a cidade de Amarante assenta a sua malha em território de três freguesias: Amarante - S. Gonçalo, Cepelos e Madalena. Atualmente, porém, é difícil definir com rigor os limites da sua área, já que o crescimento urbano determinou a ocupação de solo muito para além das fronteiras tidas por tradicionais.

O que não mudou, na urbe, foi o seu Centro Histórico, recheado de património arquitetónico, onde se incluem os emblemáticos mosteiro e ponte de S. Gonçalo. Emblemáticas são também algumas das ruas do interior do Centro Histórico, como é o caso da 31 de Janeiro (Covelo), 5 de Outubro ou do Seixedo. Amarante é cidade desde 8 de Julho de 1985, rondando a sua população os 12 mil habitantes.

Parque Aquático

O Parque Aquático de Amarante abriu as suas portas ao público em 1994, sendo considerado um Parque de diversões aquáticas com padrões de elevada qualidade no que diz respeito à sua conceção, serviços prestados e métodos criteriosos de segurança e vigilância.

Único localizado no norte do país com vista privilegiada sobre o Rio Tâmega, dispõe de uma lotação máxima instantânea de 1200 pessoas, diversas atividades e serviços bem referenciados de forma que possam permitir ao cliente uma excelente estada.

Equipamentos de diversão disponíveis:

  • Piscina de Adultos
  • Piscina de Crianças
  • Aqualândia
  • Pistas Múltiplas
  • Pistas Rápidas
  • Tobogan
  • Caracol

Serviços:

  • Snack Bar
  • Loja "Onda Shop"
  • Centro de Enfermagem
  • Estacionamento
  • Sistema de Vídeo Vigilância

Campo de Golfe

Criado em 1997, o campo de Golfe de Amarante distingue-se pela beleza da paisagem envolvente, onde se destaca a vista para as Serras do Marão e Aboboreira. É também característico pela sua área montanhosa, típica da zona, o que proporciona aos seus jogadores um desafio único.

Localizado na freguesia de Fregim a 6 Km da cidade de Amarante, este campo é constituído por 18 buracos para um par de 68 com 5030 metros de distância.

De salientar ainda a Escola de Golfe, que permite a qualquer pessoa, independentemente da sua idade, sexo ou estatuto social, iniciar-se e/ou aperfeiçoar-se nesta atividade desportiva, tendo o melhor ensino e acompanhamento do profissional João Silva, também ele antigo aluno do Golfe Amarantino.

Praias Fluviais
São vários os cursos de água do concelho de Amarante, qualquer deles a proporcionar praias e locais para banhos. No rio Tâmega destacam-se as do Borralheiro e Gatão e a Praia Aurora, na cidade. No rio Olo, as de Olo; no rio Marão as de Aboadela, junto ao lugar de Rua, e no rio Carneiro as de Ovelhinha e Larim, em Gondar, e Real, em Vila Meã, oferecendo esta última espaços para desportos de praia, zona de lazer e bar.
Parque Florestal

O Parque Florestal, debruçado sobre o rio e ocupando mais de 5 hectares de terreno, integralmente em território de Cepelos, é um dos ex-libris de Amarante. Começou a ser plantado em 1916 por iniciativa de António do Lago Cerqueira, tendo como objetivo principal a florestação do Marão e da serra da Meia Via, para onde forneceu milhares de árvores nos anos vinte do século passado.

Muito procurado, sobretudo no verão, para lazer, passeios pedestres e desporto, o Parque Florestal de Amarante alberga no seu interior importantes espécies vegetais, como o Ginkgo, surgido há 200 milhões de anos e considerada a árvore mais antiga do mundo.

No interior do parque, em viveiros próprios, continuam a produzir-se muitas espécies arbóreas destinadas a florestação.

Igrejas

São da Idade Média as construções mais significativas edificadas em zonas rurais: as igrejas românicas de Gondar, Lufrei, Freixo de Baixo, do Mosteiro de Travanca, de Jazente, de Gatão..., constituindo o que de melhor aquele estilo arquitetónico legou à Península Ibérica.

Na cidade pode dizer-se que o edifício que sobressai é o Mosteiro de S. Gonçalo, cuja Igreja é visita indispensável para qualquer peregrino ou turista. Mas, a verdade é que o Centro Histórico reúne um conjunto notável de edifícios e monumentos, de que se destacam as Igrejas de S. Pedro e S. Domingos.

Românico

As terras portuguesas entre Douro e Minho tiveram um papel decisivo em realizar o seu próprio românico que vinha de Compostela por meio de Tui, diocese que teve domínios no Alto Minho e proporcionou esse estilo compostelano para convertê-lo em algo próprio e autóctone e muitas vezes independente dos culturismos artísticos santiagueses. Mas dentro da grande área geográfica Minho-Douro, encontramos pequenas áreas delimitadas por montes e rios como são o Marão e o Tâmega em terras de Amarante. Aqui encontramos linhas novas, de um românico diferenciado das formas originárias, produto do meio e dos construtores locais.

Em Amarante podemos localizar duas áreas do românico muito bem definidas em cada uma das margens do Tâmega. A da direita encontrámo-la arqueologicamente mais rica: Travanca, Mancelos, Real, Telões, Freixo de Baixo e Gatão, onde encontramos um românico de linhas universais com certos matizes, produtos do próprio meio. Essa pequena carga de formas rurais da época enriquece o conteúdo conjuntural destas igrejas.

Na margem esquerda do Tâmega encontramos um românico com certa pobreza e rasgos simplistas como é o caso de Lufrei, estruturado num formato que nos diz estar reduzido a pobres recursos, tanto económicos como materiais. Inclusive nos confunde com planificações espaciais pré-românicos ou de cenóbios de influência mozárabe, como no caso de Gondar.

São da Idade Média as construções mais significativas edificadas em zonas rurais: as igrejas românicas de Gondar, Lufrei, Freixo de Baixo, do Mosteiro de Travanca, de Jazente, de Gatão..., constituindo o que de melhor aquele estilo arquitetónico legou à Península Ibérica.

Se algum estilo arquitetónico domina na região de Amarante, esse é certamente o Românico. Na verdade, existe uma rede importante de monumentos românicos espalhados pela região, atestando a importância desta e a passagem por ela dos célebres caminhos de Santiago. Era em lugares desertos ou em encruzilhadas na periferia de zonas habitadas que se erguiam, servindo de lugares de reunião, acolhimento e deseja. Alguns tiveram uma vida efémera, não resistindo à passagem dos anos. Outros porém resistiram, fixando comunidades regulares de ordens monásticas.

Pela qualidade e quantidade de monumentos, vale a pena fazer o itinerário do Românico e admirar pórticos, arcos, tímpanos e capitéis com a sua ornamentação «pedagógica»: como o homem medieval não sabia geralmente ler, «lia» naquelas ornamentações passos edificantes, cenas bíblicas, etc, «explicadas» através de uma simbologia baseada no mundo rural envolvente. Podem distinguir-se, na região de Amarante dois núcleos de Românico bem diferenciados, um em cada margem do rio. Na margem direita, temos construções mais exuberantes, de que são bons exemplos o mosteiro de Travanca, a igreja de Mancelos, a igreja de Real, a igreja de Telões, o mosteiro de Freixo de Baixo e a igreja de Gatão. Na margem esquerda, com menos recursos económicos e de matéria-prima, os monumentos são mais modestos merecendo ainda assim visita a igreja de Jazente, a igreja de Lufrei e o mosteiro de Gondar.

Note-se que os vestígios da Idade Média não se esgotam nas igrejas e mosteiros. Existem bons exemplares de arquitetura civil, sepulturas e imaginária. Note-se finalmente que os concelhos vizinhos de Amarante, ribeirinhos do Tâmega e do Sousa, são também muito ricos em Românico, constituindo na sua globalidade um conjunto de enorme importância para o estudo desse estilo em Portugal.

Se algum estilo arquitetónico domina na região de Amarante, esse é certamente o Românico. Na verdade, existe uma rede importante de monumentos românicos espalhados pela região, atestando a importância desta e a passagem por ela dos célebres caminhos de Santiago. Era em lugares desertos ou em encruzilhadas na periferia de zonas habitadas que se erguiam, servindo de lugares de reunião, acolhimento e deseja. Alguns tiveram uma vida efémera, não resistindo à passagem dos anos. Outros porém resistiram, fixando comunidades regulares de ordens monásticas.

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