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Monumentos e Museus



Portas da Vila


   A porta principal do aglomerado - Porta da Vila - abre-se a poente e faz parte da barbacã defensiva. Um pouco mais recuada, situada entre dois torreões, fica a Porta de Santo António. No mesmo arruamento, mas no lado oposto (a nascente), o acesso faz-se pela Porta do Sol. No castelo rasga-se ainda a Porta da Traição. A actual malha urbana da "vila", com uma rua principal (a que une as portas do Sol e da Vila), algumas apertadas ruas transversais e alguns largos (mais ou menos espaçosos), dá-nos uma imagem da estrutura urbana resultante das transformações operadas no período que se seguiu à Restauração da Independência.
   É no sentido do eixo principal que surgem os arrabaldes e a cidade cresce pela encosta poente.


Castelo


   E provável que, em povoado tão próximo da fronteira, se tenha construído uma linha defensiva, neste local, ainda no reinado de D. Sancho I (dador do 1º foral em 1187). Em 1377, reinava D. Fernando, a "vila" já estava totalmente cercada. (A fonte d' el rei - "poço do rei" - e os panos de muralha devem datar do séc. XV, reinado de D. Afonso V). D. Dinis, nos fins do séc. XIII, teria mandado construir o primeiro castelo (mais um "castelo novo" dos muitos que foram edificados no seu tempo), afirmando-se, assim, a importância do aglomerado. É sobre este castelo, ou a partir dele, que se constrói o que hoje podemos ver (As obras, iniciadas em 1409, com D. João I, só terminam 40 anos depois).


Pelourinho


   Símbolo do poder concelhio. Ergue-se no largo de S. Tiago, onde existiu uma igreja com este nome. Implantava-se junto à "Domus Municipalis", edifício com que estaria em consonância, dada a sua relação com o poder municipal. Poderia ter sido nestas "andanças" que foi encastrado numa porca. O monumento é, assim, constituído por duas peças distintas, dois elementos bem separados no tempo: o pelourinho propriamente dito (coluna de fuste liso e coroamento), um exemplar quinhentista (?) do "tipo bragançano" (na classificação proposta por Luís Chaves) e uma figura zoomórfica protohistórica, um berrão (popularmente designado por "porca da vila"). Deste casamento resultou um conjunto anacrónico, mas original e de grande valor simbólico.


Torre de Menagem


    Na "vila", destaca-se a Torre de Menagem (construção iniciada por D.João I) "...com comandamento sobre o resto das muralhas...". Construída, como é habitual, no ponto mais defensável -" mais larga e robusta que as maiores torres góticas do Sul" - é, porventura, " a mais elegante e bela do país". Sustenta, nos seus ângulos, vigias de bom recorte; no seu interior, uma cisterna, que serve uma função residencial atestada, também, por aberturas de amplos vãos e de esmerado lavor (destaque-se a janela ogival geminada da fachada sul). A cintura defensiva que a protege é constituída por panos de muros e cubelos.
   Hoje, alberga o Museu Militar. Deve o visitante subir ao terraço ameado, para contemplar belas paisagens (Serras de Nogueira, Montesinho, Coroa e, para norte, terras leonesas e cumes da Sanábria).


Igreja de Santa Maria


   Sem que haja provas documentais, a edificação poderá remontar aos primórdios do burgo (da sua primitiva traça nada foi detectado). Nos meados do século XIII sabemo - lo pelas inquirições afonsinas -, a freguesia de Sta. Maria, sediada muito provavelmente na igreja com o mesmo nome, contava-se entre as quatro do aglomerado. As alterações mais significativas ocorreram ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII: Erigido no terceiro quartel de quinhentos, o corpo do monumento apresenta um interior dividido em três naves por colunas poligonais (construídas em tijolo) que sustentam arcos de meio ponto, modelando o espaço desta igreja-salão; a capela-mor (que deve datar de 1580) e a capela dos Figueiredos (dedicada a N. Sra dos Prazeres) mandada executar, em 1585, por Pero de Figueiredo (alcaide-mor de Bragança); do séc. XVII, refira-se o retábulo dedicado a Sto Estevão e a preciosa e expressiva imagem de Sta. Maria Madalena (altar-mor),obra seiscentista do mestre Gregório Fernandez ou Pedro de Mena, das oficinas de Valladolid; do séc. XVIII provêm muitos elementos decorativos e alguns acrescentos arquitectónicos, como o retábulo barroco da capela-mor e o tecto da nave central que apresenta uma pintura com cenografias de belo efeito, numa linguagem que se aproxima da que foi expressa nas igrejas de S. Clara, S. Bento, S. Francisco (capela de N. Sra. da Conceição) e na capela do antigo Paço Episcopal (hoje Museu do Abade de Baçal); a frontaria, de "tipo retabular", é animada por um portal de feição barroca (1690-1715),em que desempenham papel de relevo as colunas pseudo-salomónicas e os enrolamentos dos frontões. Pela mão dos canteiros, a talha dos altares materializou-se em pedra, para solenizar a entrada do espaço santo.

Domus Municipalis


   Monumento singular (e ainda enigmático) da arquitectura românica civil; exemplar arquitectónico eloquente do período tardo medieval, a juntar à Torre de Menagem. (A designação de "Domus Municipalis" surge, apenas, no ocaso do séc. XIX). A sua edificação data, muito provavelmente, do primeiro terço de quatrocentos (como se comprova por um doc. de 1501), podendo ter coincidido com a do castelo. (A monumental fábrica, que foi, com certeza, erguida para esta edificação, teria deixado na penumbra a construção da "sala de água"). Assim se explicaria, porventura, porque não deixou ecos documentais o "subalterno" edifício. Não se pode recuar no tempo a construção do monumento, por seguir a "gramática românica". Nesta região de arcaísmos, assiste-se a uma longa sobrevivência do românico.
A "Domus" é constituída por dois corpos (espaços) distintos. As denominações primitivas -"cisterna", "sala de água" (documentadas a partir de 1446) - indicam que os objectivos, que presidiram à edificação, teriam sido, primordialmente, de ordem utilitária. Incorpora uma cisterna de boa fábrica para armazenar águas pluviais e nascentes. O extra-dorso da abóbada de berço, que cobre a cisterna, forma o pavimento lajeado do salão. É este espaço arquitectónico superior, constituído pelo salão fenestrado, que empresta originalidade à edificação brigantina. Se não podemos concluir que esta "parte aérea" tenha sido edificada para servir especificamente como Paços do Concelho (Casa da Câmara), também não podemos afastar a hipótese de o "salão" ter sido utilizado, logo que acabado, para nele se realizarem reuniões dos "homens bons". Sabemos que nos primeiros anos de quinhentos se dá a "municipalização (edilização) efectiva da Domus" (como o demonstra um doc. de 1503).


Vila ou Cidadela


   Recinto fortificado, que já fez parte de uma cerca muito mais vasta, em que se destacam as muralhas do castelo, a elegante Torre de Menagem, a "Domus Municipalis" e o Pelourinho. Todo este monumental conjunto, pela sua magnificência e grandiosidade, pelo seu inquestionável valor histórico e patrimonial, bem poderia fazer parte integrante do "património mundial". A sua singularidade e excelência bem o justificam. O Castelo,  - que ainda hoje domina o aglomerado - vai funcionar, através dos tempos, pela massa imponente, pelo volume, pelo gigantismo arquitectónico, como presença forte de "portugalidade" junto à fronteira, como um importante espaço, simultaneamente, "segurizante" e dissuasor... Aqui se teria organizado, provavelmente nos fins do séc. XII, o núcleo humano fundacional. Depois, foi uma longa história: há já mais de 800 anos que uns e outros homens vêm fazendo a cidade de que somos herdeiros...

Museus


Museu Militar


   A sua fundação remonta a 1929, (na prevalência do Regimento de Infantaria 10 aqui aquartelado e, posteriormente, o Batalhão de Caçadores 3). Sob o pretexto da recuperação do Castelo e a consequente extinção do Batalhão também o Museu Militar partiu, regressando em 1983 com o acervo original enriquecido por peças de armamento ligeiro desde o séc. XII até à 1ª Guerra Mundial.
O Museu Militar de Bragança ocupa todo o interior da Torre impondo-se como espaço memória das vivências militares da cidade, porquanto a maioria das peças originais foram doadas pelos habitantes, participantes nas Campanhas de África e 1ª Guerra Mundial.
Museu Militar
Cidadela – Castelo
Tel.: 273 322 378
Terça a Domingo | 09h00 – 12h00 /14h00 – 17h00
Entrada gratuita | Sextas-Feiras das 09h00 às 12h00
Encerra às Segundas-feiras e Feriados


Museu do Abade de Baçal


   É com D. Aleixo de Miranda Henriques, alguns anos depois da transferência da Sé para Bragança (1764), que o edifício é sujeito a profundas alterações e acrescentos (estruturação da fachada principal, organização do espaço interno e execução do tecto prospéctico da capela desenhada por Cardoso Borges).

   Já antes, com o bispo D. João de Sousa Carvalho - é dele a pedra de armas da fachada -, no fim do seu episcopado (1716-37), se tinham realizado importantes obras. Foi Paço Episcopal até 1912.

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Percursos Pedestres


   A saúde é um bem inestimável da comunidade e de cada pessoa, condição primeira para uma vida mais feliz e um melhor ambiente geral de bem-estar dos cidadãos.
   Os passeios pedestres realizam-se em áreas seleccionadas, por trilhos e caminhos, em permanente contacto com a natureza. Os percursos variam entre 4 a 10 km, com a duração máxima de 3h num ritmo calmo acessível a todas as pessoas que gostem de caminhar, contemplar a natureza e conhecer melhor o ambiente que nos rodeia.


Castro de Avelãs


   Famosa pelo seu património arqueológico e monumental – o importante povoado castrejo que emprestaria seu nome à freguesia e o celebrado mosteiro medieval de invulgar arquitectura “hispânica” – Castro de Avelãs bem merece uma atenta e prolongada visita, tanto mais que se localiza a escassa meia dezena de quilómetros para o poente da capital concelhia, beneficiando ainda de óptima acessibilidade através do IP4 e EN 103 ...


Viduedo


   Famosa pelo seu património arqueológico e monumental – o importante povoado castrejo que emprestaria seu nome à freguesia e o celebrado mosteiro medieval de invulgar arquitectura “hispânica” – Castro de Avelãs bem merece uma atenta e prolongada visita, tanto mais que se localiza a escassa meia dezena de quilómetros para o poente da capital concelhia, beneficiando ainda de óptima acessibilidade através do IP4 e EN 103 ...


Rio de Onor


   Ocupando a extremidade nordestina do concelho, o território desta freguesia é delimitado pela vizinha Espanha nos flancos norte e nascente, tendo as congéneres Aveleda e Deilão a confrontar do poente e sul, respectivamente. Duas dezenas e meia de quilómetros separam a capital concelhia de Rio de Onor, que lhe fica a nordeste, com acesso viário através das E.N. 218, 218-3 e 308 ...

Vias Augustas


   Conquistado pelas tropas romanas nos finais do séc. I a.C., o território da actual região transmontana terá sido alvo de um processo de reordenamento em que os anteriores povoados fortificados foram romanizados ou abandonados, a auto-suficiência deu lugar a uma economia de mercado baseada no uso da moeda, na intensificação agro-pecuária e exploração da riqueza mineira, ao qual não terá sido alheia uma nova ordem social, política e religiosa ...


Caminhos de Santiago


   Existem vários Tiagos (ou Santiagos - São Tiago) no Novo Testamento – O Santo de que falamos é Tiago “Maior” filho de Zebedeu e Salomé, pescador, irmão de João, o evangelista, e um dos quatro primeiros discípulos de Jesus.

   A palavra latina para Santiago é Iacobus de onde vem a palavra Jacobeu (Iacobeu em Latim e Xacobeu em Galego) que é utilizada para definir algo referente ou pertencente ao apóstolo ou ao seu culto ...


Pereiros


   Este percurso pode iniciar-se quer em Pereiros quer em Pombares.

   Deverá ser feito no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Iniciando em Pereiros, iremos subir em direcção à Fraga Rachada, contornando o Cabeço e apreciando a beleza do vale que se abre à nossa esquerda. A vegetação é abundante sendo salpicada pontualmente por lameiros verdejantes. A Igreja Paroquial de Pombares, invocada a S. Frutuoso, é um templo de porte mediano e traça austera, a um gosto possivelmente setecentista. Ladeiam-no, quais gigantescas sentinelas arbóreas, dois altivos e melancólicos ciprestes ...


Guadramil


   O trilho “Na Rota dos Cervídeos” é um percurso pedestre sinalizado denominado de Pequena Rota (PR), inserido na área do Parque Natural de Montesinho.

   A época aconselhável para a sua realização é o Outono devido ao facto de haver uma maior probabilidade de observação de cervídeos, embora os seus vestígios sejam visíveis o ano todo. Recomenda-se ainda o mês de Outubro, pois é quando estes se encontram na brama ...


Alfaião


   É um percurso pedestre sinalizado denominado de Pequena Rota (PR).

   A época aconselhável para a sua realização é a Primavera, com óptimas condições climáticas, uma grande diversidade de plantas e de fauna ao longo do rio.

   Para download dos mapas e itinerários : http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=4476

Parque Natural do Montesinho


   A área das serras de Montesinho e Coroa foi escolhida para Parque Natural por reunir condições em que é visível a integração harmoniosa do homem com o meio ambiente.
   O Parque Natural de Montesinho foi criado em 1979, sendo uma das maiores áreas protegidas de Portugal.
   Com uma superfície de 75 000 ha, inclui cerca de 9 000 habitantes distribuídos por 92 aldeias. É constituído por uma sucessão de elevações arredondadas e vales profundamente encaixados, com altitudes variando entre os 438m e os 1481 m onde as aldeias, aninhadas em pontos abrigados e discretos, passam facilmente despercebidas aos olhos do visitante ocasional.
   Região povoada desde há milénios, conserva vestígios arqueológicos em muitas das suas aldeias. algumas, possuem ainda nas toponímias antigos nomes de fortificações castrejas; outras, antigas propriedades rurais, exibem nomes pessoais de Origem germânica, atribuídos pelos colonizadores visigodos, que conservavam o costume romano de dar às "villas" o nome de "dominus", ou proprietário.
   Após a queda do império visigodo e a formação da nacionalidade, uma das primeiras preocupações dos soberanos foi povoar o reino, através da distribuição de terras a fidalgos e à Igreja., e da criação de um sistema de "forais" colectivos, já que as rudes condições geográficas e sociais desses tempos exigiam que toda a organização do espaço dependesse da vida em grupo. Ainda hoje, as estruturas económicas e sociais das aldeias conservam hábitos comunitários.
   O que dá a este Parque características únicas no nosso país é precisamente a forma como ao longo dos séculos as populações souberam integrar-se harmoniosamente na paisagem, apesar das peculiaridades geoclimáticas.

Fonte de informação :  http://www.cm-braganca.pt


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